domingo, 27 de março de 2016

Naftalinas.

Silente a Saudade insiste em marejar por portos pouco seguros...
Tempestade essa que cega e chega ao menor pestanejar de cortinas encardidas na memória das fotos em preto-e-branco 
e no cheiro de abraços não dados, embolorados dentro dos armários dos que partiram sem empacotar segundas peles... 

Quaisquer coberturas, servirão agora para acalantar o sono irrequieto dos desabrigados de consolo concreto, perdidos entre traças e troços: destroços e sutis pedaços imperativos das pessoas que muito nos foram caras e que para sempre serão sentidas...


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