Dizem por aí que, ao nos apaixonarmos, sentimos “borboletas no estômago”.
Verdade ou mito, sinceramente, eu não sei.
Ou acho que sei... porque é exatamente essa a sensação que tenho ao escutar uma música MUITO, MUITO, MUITO boa!
Seja no momento elegido ou mesmo de surpresa, sabe aquela música que lê a gente, nos vira do avesso e faz sair da órbita de si? Eu sei.
(Algo semelhante acontece quando lemos um poema ou texto que nos traduz.)
A mais pura expressão da catarse são as borboletas, que reviram a gente por dentro e fazem cócegas no estômago.
Às vezes, é algo violento e paralisante que se parece mais com um soco... soco no estômago...
Acho que é isso que chamam de visceral, o estado mais catatônico da catarse...
O choque de deparar-se consigo mesmo e a própria humanidade traduzidos em sonoridade e poesia, uma das melhores e mais perturbadoras sensações que existem!
E eu tenho fé, ainda que momentaneamente, numa humanidade cuja finitude é desvendada através da infinita viagem musical... na talvez mais mágica, transcendental e universal das linguagens... a música!
Sim, porque, como diria o futurista Aldous Huxley: "Depois do silêncio, aquilo que mais aproximadamente exprime o inexprimível é a música."
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