Às vezes, sinto como se vestisse um pouco ou muito das pessoas de que mais gosto e que convivem comigo...
Quando elas se vão, qualquer que seja o motivo, é como se me pegasse nua ao espelho...
E é como se seguisse, camaleoa, porém pelada, aguardando pela próxima troca de pele...
Por ora, queria mesmo estar camuflada e invisível, sem revelar de fato minha essência inteiramente nua...
Depois, espalhafatosamente vestida, como quem grita para o mundo todo ouvir que não sabe o que vestir agora que está pelado...
Ora, mas por que é tanto desconforto andar pelado?
E continuar pelado, desarmado e desalmado ainda que vestido e pintado de ouro?
Deviam prender almas nuas como a minha por desacato ao pudor...
:'( e :').
ResponderExcluirO primeiro pela situação, e o segundo pelo texto magnificamente escrito! É realmente curiosa a sensação de vestir um manto dos retalhos que fiamos daqueles à nossa volta. Se enudecer das pessoas, embora também curioso, não é um processo agradável.
Conte sempre com os retalhos remanescentes para abrigar a alma do frio sideral.
Write on!
Muito obrigada pela consideração e pelo elogio, Sr. Escritor amigo Bruno :-)!
ExcluirMuito obrigado pelo texto, senhorita escritora amiga Marina! Foi uma deliciosa surpresa o seu blog!
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